domingo, setembro 30, 2007

Foto de Carlos C.


"And now the final frame... love is a loosing game."









quarta-feira, setembro 26, 2007

Ai...

Começaram as novas temporadas das minhas séries preferidas.

How I met your mother
Californication
Heroes
Dexter
Grey's Anatomy
Smallville (é, é, eu gosto)
Pushing daisies (ok, essa ainda não estreou, mas já já começar e eu quero acompanhar, porque amei o piloto)

Fora as novas que eu vou querer acompanhar. E fora as velhas que eu não vi e vou querer baixar, hohoho.

E ainda tenho que ter tempo pra estudar e trabalhar. Ah sim, e ter uma vida.

Dá pro dia começar a ter, tipo, umas 30 horas????

sábado, setembro 22, 2007

Momento adolescente mode on

Ah sim, sobre o show. Eu fui. Porque eu posso ser medrosa, mas eu não quero perder a chance de encontrar o amor da minha vida deixar a vida acontecer sem mim, porque tive medo de ir num show na lapa. Afinal, o amor pode estar do meu lado. Poderia. Mas não estava. Do meu lado estava um bêbado. E atrás de mim, um velho tarado. E às vezes à minha frente aparecia um alemão de olho vidrado e de costas para o palco, hahaha. Mas sim, como vocês já devem ter percebido, o show era do Jota Quest. Na Fundição Progresso. Lapa, berço da vida boêmia no Rio de Janeiro. Definitivamente, não é a minha praia. Mas o show foi bom. Tirando a parte da maconha rolando solta e dos tarados de plantão, o show foi ótimo. Ah, teve um leve atraso também. Tipo, 2 horas de atraso. Coisa pouca. Entre o término da apresentação da banda de abertura (Autoramas. Adoro) e a entrada do Jota, levou uma meia hora, ou mais. A galera começou a vaiar. E eu já estava começando a concordar até com ele, pra vocês verem. Eu, fã do Jota Quest de carteirinha. Mas quando eles começaram finalmente o show, eu esqueci tudo mesmo. E quando eles cantaram até as 3 da manhã, e eu já estava até torcendo pra eles terminarem, porque não tinha mais pernas, aí é que eu nem lembrava mais do porquê eu ter xingado tanto eles antes. E a volta pra casa? Ah, a volta foi tranquilíssima. E eu suspirei aliviadíssima quando cheguei em casa. "Medo, eu não te escuto mais. Você não me leva a nada..."
Ah, e o Jota cantou uma música antiga, e, na minha opinião, a mais linda deles. "O que eu também não entendo". Meu Deus. Lembrei dos meus tempos de adolescente em que eu não parava de ouvir essa música. Ainda usava diskman, que hoje é a coisa mais ultrapassada do mundo. E eu ouvia achando que o Rogério cantava essa música no meu ouvido, hohoho. Adolescente bem idiota que eu fui. Ok, nem tão adolescente assim. Mas idiota, sempre. Enfim, só sei é que eles cantaram essa música, e, bem, nem preciso dizer nada, né? Quase chorei de emoção. O Rogério ali, cantando pra mim. hohoho. E minha vida passando na minha cabeça como um filme. O tempo voa mesmo. Mas algumas coisas nunca mudam.
"Amar não é ter que ter sempre certeza,
é aceitar que ninguém é perfeito pra ninguém.
É poder ser você mesmo, e não precisar fingir.
É tentar esquecer, e não conseguir fugir.
E agora, o que vamos fazer?
Eu também não sei.
Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor, o que mais pode ser?
Estou aprendendo também..."
Eu posso não saber escolher meus namorados (na época em que eu ainda ao menos achava alguém para o posto. Hoje nem isso. Virei a mulher invisível.), mas se tem uma coisa pela qual eu posso agradecer aos céus, é pelos meus amigos. Na boa, eu tenho os melhores amigos do mundo. Só pra constar.

Confissões de um sábado à tarde

Eu adoro o Márcio Garcia como apresentador. Pronto, falei.

sexta-feira, setembro 21, 2007

Acho que estou realmente ficando velha. Não, não é isso. Estou ficando mesmo é cada vez mais medrosa. Em uma sexta feira à noite, o que todo mundo quer? Sair pra se divertir, certo? Pois é. Ganhei um ingresso pra ir num show hoje. E não estou com a mínima vontade de ir. Motivos: o bendito vai começar à meia-noite, é na Lapa e, bem, a volta. A volta pra casa é a única coisa em que eu penso, na verdade. "Ah, volta de táxi", sim eu vou voltar mesmo (se eu for). Mas até voltando de táxi eu volto com medinho. Porque vai passar pela Av. Brasil e yaddayadda. E sabe como é. Rio de Janeiro. O problema não é o horário do show, não é o show. O problema é a minha cidade. Em qualquer outra cidade (tirando as grandes e perigosas metrópoles, óbvio) eu poderia ficar a noite inteira em um show. E ainda queria mais. Mas aqui... que desânimo. E que triste isso. A que ponto eu cheguei. Tem gente que nem liga, né? Eu sei, esses é que estão certos. Mas sinceramente, eu to preferindo mil vezes ficar na santa paz do meu lar a voltar da Lapa lá pelas duas da manhã. Enfim. Que post chato, hein? To ficando é velha mesmo.

quarta-feira, setembro 19, 2007

Essa sim uma notícia importante! :-)


Do Uol



Se você vier, pro que der e vier, comigo
Eu te prometo o sol... se hoje o sol sair
ou a chuva... se a chuva cair.

Se você vier até onde a gente chegar
Numa praça na beira do mar,
Um pedaço de qualquer lugar.

Neste dia branco, se branco ele for
Esse tanto, esse canto de amor
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo.

Se branco ele for
Esse canto, esse tanto, esse tão grande amor, grande amor
Se você quiser e vier pro que der e vier comigo...

(Dia branco - Geraldo Azevedo)

Eu tive uma professora que era amiga do Geraldo Azevedo e uma vez ela contou que ele escreveu essa música para a esposa dele, e que eles formavam um dos casais mais bacanas que ela já conheceu, até hoje. E também que essa música é uma música tradicional nos casamentos lá pelo Norte/Nordeste. Eu já achava essa música linda, mas depois que soube da história (músicas feitas para a pessoa que se ama sempre me emocionam demais), eu não consigo ouvir essa música sem chorar e sem imaginá-la tocando no dia do meu casamento, hohoho.

terça-feira, setembro 18, 2007

Podem me chamar de chata, rabujenta, velha, wathever. Mas eu acho muita falta de vida alguém perder horas falando da vida dos outros*. E o pior é que eu estou cercada de gente assim. Socorro.

*outros = pessoas normais, de carne e osso, vida comum, como eu e você. Celebridades não fazem parte desse grupo. Celebridades não são pessoas normais. Algumas nem têm carne, como vocês sabem.
Ameeega, ermâ, caminhoneira.

Você, pobre, moradora da zona norte dos excluídos da cidade do RJ (*1 minuto de silencio pra quem mora mal*), que algum dia pensou em conseguir chegar à Bienal do livro, via Metrô-Integração, em no máximo 2 horas, em plena sexta-feira em que o mundo dirigia-se ao Rio-fim-de-mundo-centro. Minha filha, se interna. Ou contente-se com a feira de livros do Largo da Carioca, ao menos lá você chega em 1 hora. Ou se mata, se joga de um penhasco bem bonito para ao menos apreciar a vista antes de se estribuchar no chao. Porque Bienal é a maior loucura que você vai fazer na vida (ok, mentira. Há muitas outras loucuras que você vai fazer, mas acho que essa é a loucura mais burra.). Porque simplesmente não dá. Ou melhor, não deu. Levei 3 horas pra conseguir chegar no odioso Riocentro (Rio centro????? CENTRO???? Centro de onde, cara pálida? Centro do fim do mundo???!?!?!?). Quer dizer, 3 horas pra chegar no terminal Alvorada, de onde provavelmente eu levaria mais uma meia hora até chegar no Riocentro, se eu resolvesse continuar. Mas aí eu teria que ser internada com camisa de força, né? Não dava. Fui num pé e voltei no outro. Praticamente nem desci do ônibus. O trocador ficou até com pena de mim, nem me deixou pagar a passagem pra voltar no mesmo ônibus. Porque a minha cara devia ser de uma criatura maluca e desolada, né? Então é isso. Mas não há de ser nada. Amanhã tem Paralamas na feira. E eu to querendo ir. Encarar trajeto pela Cidade de Deus. Ui. Meda. Mas tudo bem. Melhor (será?) do que ficar 3 horas parada em engarrafamento e olhando pra cara do trocador.

sexta-feira, setembro 14, 2007

Tosse, tosse, tosse, muita tosse. Achei que fosse morrer essa noite, de tanto tossir. Ok, mentira. Não achei que fosse morrer. Mas achei que não fosse dormir. Porque a tosse não deixava. Sabe quando você começa a pegar no sono e tem tipo um flash de pesadelo (Ah, não sabe? Isso é coisa só minha? Oh, Lord, que mente perturbada eu tenho, vai ver.)? Então. Só que ao invés do pesadelo, vinha a tosse. Que não deixa de ser um pesadelo. Um pesadelo real. Tomei o bendito do Mega mel, que agora sei que não serve pra nada além de me fazer levantar de novo pra escovar os dentes. Tomei leite quente, fiz gargarejo com água morna e nada da bendita parar. Vocês não têm idéia. Meu peito hoje está dolorido, de tanto que eu tossi. Acabou o Jô e nada dela me deixar. Até que uma hora virei de barriga pra cima (que é a posição preferida dos pesadelos, mas até eles ficaram com pena de mim), e consegui dormir. Lá pelas 3 da manhã. Pra acordar às 6. A-ham. E agora estou indo cheia de olheiras, mas feliz da vida pra Bienal. Sozinha. Nunca fui. Nem sozinha e nem acompanhada. Que coisa. Não queria ir sozinha, mas também eu sou chata, não gosto de qualquer compania. Então, já que a compania ideal está inacessível, eu prefiro ir sozinha. Depois comento aqui. E posto as fotos. . No meu Flickr. Sim, eu criei. Agora só falta saber usar de lá pra cá e daqui pra lá. Mas nada que eu não consiga fazer, of course.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Eu tirei tantas fotos nessa viagem que acho que vou criar uma conta no Flickr...

(ó, uau, que super informação, hein, b.?!)

(ok, isso se chama "Não tem o que fazer? Vai postar!")
Que tipo de pessoa fica do lado do telefone, e quando o bendito toca, ela pergunta BERRANDO: "é pra mim ou é fax?"?????????!?!?!????????? Cacete! Não é muito mais fácil pegar a porcaria do telefone, dizer "alô" e descobrir? O pior é que, enquanto eu não respondi (eu, que estava em outra sala. Aliás, era eu quem estava ligando, ligação interna, justamente pra poupar a minha voz. Voz essa que, depois de um feriado de sol, sal, surf, muito vento e muita água gelada, praticamente não existe.), a pessoa não atendeu! Depois ninguém entende, ninguém sabe aonde foi parar a paciência que eu tinha há uns anos atrás. Eu só não digo aqui pra onde ela foi porque ainda tenho um restinho de auto-controle.

***

Eu já tomei notuss (isso é nome de remédio, acredite se quiser), Mega mel extra forte, já fiz gargarejo com água morna e a porcaria da tosse não vai embora. Aliás, ela a-do-ra aparecer nas horas mais constrangedoras, tipo dentro do ônibus lotado, que é pra todo mundo ficar olhando pra você com cara de "que criatura inconveniente que não pára de tossir! Não tá vendo que estamos em um ambiente fechado?", ou no salão de beleza, que é pra manicure, aliás, todas as manicures e clientes e cabeleireiros, enfim, todo o salão ficar olhando pra você com cara de "meu deus, essa mulher vai ter um treco aqui, alguém dá uma água pra ela, pelamor!", ou, claro, a hora super duper preferida, que é a hora exata em que eu estou pegando no sono. Uma, duas, três vezes. Até altas madrugadas. Aí ela pára e eu consigo dormir tipo umas 3 horas por noite. Tosse é uma criatura meio vingativa, eu acho.

***

Na estrada, com a família:

- Olha, B., que casinhas bonitinhas!
- É, são mesmo.
- Ah, queria morar aí...
"Cemitério Parque Jardim das Acácias"
- Ahnn... acho melhor não, mãe.

***

Vem cá, por que o pessoal cisma em fazer tudo de uma vez? A gente fica um tempo enorme no hiato, aí resolvem fazer a Bienal e o Festival do Rio ao mesmo tempo. Porque? Porque?? Porque??? Eles não sabem que eu fico deprimida só em parar pra fazer as contas??? Bom, dura ou endinheirada, eu só sei é que amanhã estarei lá.

***

Aliás, a programação completa da Bienal está aqui.

***

Eu odeio snapshots.

Here comes the sun, little darling...

São Pedro da Aldeia - RJ - Brasil
Foto by Bia B.

quarta-feira, setembro 12, 2007

Qual super-herói da Marvel você é?



(de hoje em diante, podem me chamar de Natasha Romanoff!)

segunda-feira, setembro 10, 2007

Final de semana prolongado. Viajei na quinta à noite. 3 dias sem acessar a internet, 3 dias sem sequer ver um computador na minha frente. Abro agora minha caixa postal. Trocentos mil emails. 2 eram avisos de comentários no meu blog. Um era uma matéria, aquele tipo de email que a gente passa para todos os amigos e tal. E tinha mais um que era um reenvio de um email pessoal de um amigo. 110 spams. E outros emails de listas de discussão. Nenhum email pra mim. Nenhum exclusivamente pra mim, tipo "oi, como vc está?". Sabe? Nenhum assim. É, eu ligo pra essas coisas. Eu me importo. E me incomodo. E começo a pensar e pensar e repensar. E tenho que pensar muito pra não tomar nenhuma atitude impulsiva, que é tão a minha cara. Mas a gente sempre sente, né? Que "daqui pra frente tudo vai ser diferente" e tal. Não posso dizer ainda se isso é bom ou ruim. Mas é aquilo, ciclos. Etapas. E vida que segue.

terça-feira, setembro 04, 2007

Quantas calorias tem uma uva-passa?

...

E umas cem uvas-passa?
Acabei de ler um texto lindo na Folha de S. Paulo. Tem muito a ver comigo, com o que eu penso. Como é só para assinantes, eu não resisti e vou colocá-lo aqui. O link, pra quem quiser e for assinante, é esse.

RUBEM ALVES

Nunca te vi, sempre te amei...

--------------------------------------------------------------------------------
Amigos não se fazem. São descobertos. Como ocorreu com minha amizade com o monsenhor Luna, do Equador
--------------------------------------------------------------------------------


DENTRO DA CRATERA de um vulcão extinto há 500 milhões de anos, no alto de uma montanha de Minas de onde se vê muito longe, eu planto árvores para meus amigos mortos e para meus amigos que vão morrer.
Para o meu amigo Ladon Sheats plantei uma árvore que se chama "liquidambar". A pequena muda cresceu muito e hoje é uma árvore com mais de seis metros de altura.
O estranho nessa amizade é que nós nunca nos vimos. Ouvi sua voz uma vez apenas, ao telefone. Eu estava nos EUA e o chamei de um telefone público. Conversamos. Eu, livre para voar e para ir para aonde eu quisesse. Ele, pássaro engaiolado cumprindo pena numa prisão.

*

Amigos não se fazem. Amigos são descobertos. Como aconteceu com minha amizade com o monsenhor Luna, do Equador. Ao vê-lo pela primeira vez, tive a impressão de estar diante do Pequeno Príncipe. Tinha uma cara de criança e cabelos encaracolados. Mas bastou que estivéssemos juntos por poucos minutos para que percebêssemos que já nos conhecíamos há muitos anos sem nunca termos nos encontrado.

*

Depois, a amizade com o Guido Ivan de Carvalho, contratado como procurador pela direção da Unicamp como arma contra a oposição. Eu era da oposição. A despeito disso a amizade aconteceu. Era mais moço do que eu. Mas o câncer não leva em conta a idade. A presença da morte mudou o tom das conversas. Quis saber como fora a sua juventude.
"Guido, onde foi que você passou sua adolescência?"
"No Rio", ele respondeu.
Eu também passara minha adolescência no Rio...
Continuei: "Em que bairro?"
"Botafogo."
Eu também morara em Botafogo.
"Em que rua?"
"Rua da Passagem", ele disse.
Eu também morara naquela rua.
E então, a última pergunta:
"Qual era o número da sua casa?"
"34."
Eu morara no 35...
Essa coincidência é praticamente impossível de acontecer a menos que os deuses amarrem os amigos com fios do lado do avesso da vida. Plantei para o Guido um ipê branco. Já floresceu várias vezes.

*

Agosto de 1976. Chega-me dos EUA um bilhete numa folha de bloco cortada ao meio: "Caro Rubem Alves: seus pensamentos no livro "Tomorrow's Child" têm tido uma profunda influência sobre a minha vida. A sua capacidade de sintetizar... A clareza com que você se exprime são dons muito bonitos. Por isso sou-lhe muito agradecido. Afetuosamente, Ladon Sheats". O signatário não dizia quem era. Fiquei com o bilhete na mão, sem saber o que pensar. Dias depois recebi carta de um amigo com as explicações.
"Esse bilhete foi escrito de uma prisão em Alexandria. Ladon Sheats está cumprindo uma sentença por haver participado de uma demonstração contra as armas nucleares acontecida no Pentágono."
Pondo em ordem minhas velharias, aquele bilhete voltou-me às mãos. Gesto de amizade de um homem encarcerado. Encarcerado porque fora fiel à sua consciência. Minhas mãos tocaram aquele bilhete como se fosse uma coisa sagrada. O prisioneiro me escrevia só para dizer "obrigado" por um livro que eu escrevera. Mas ao escrevê-lo jamais poderia imaginar que ele, o livro, iria para a prisão. Ele, o prisioneiro, havia levado a sério o que eu escrevera, mais do que eu mesmo. Mas quem era esse homem? Depois eu conto...

Pra não esquecer

Dia 19, ela.
Dia 20, ela.
Dia 21, ela.

segunda-feira, setembro 03, 2007

Você percebe que tem mesmo alguma coisa muito errada quando vai dormir às 20h em pleno domingo, e acorda no dia seguinte às 6 da manhã querendo continuar dormindo o dia inteiro.

sábado, setembro 01, 2007

Você já se sentiu terrivelmente só? Não? Feliz é você.
Não sei o que acontece. Ando melancólica. Quero tudo o que eu tinha, e não vejo chance de conseguir. Quero minhas risadas de volta, minhas reuniões de amigos, quero a aliança, quero o elo. Tudo está tão diferente... tudo, tudo. E me vejo voltando à estaca zero. Ao passado. Onde eu era o que não queria ser. Ou onde eu simplesmente não era. E ainda fico ouvindo "Wish you were here". oh, I wish so many things. Mas o que eu queria mesmo era que certas coisas nunca se perdessem. E eu sempre acabo voltando ao mesmíssimo ponto. Essa minha dificuldade em lidar com coisas boas que se vão. Com coisas mágicas que passam. Com momentos felizes que nunca mais se repetem. Com coisas que mudam. E aí fica aquele hiato. Aquele tempo vazio. Preso. Entre o ontem e o hoje. Entre o não aceitar as mudanças e o ter que aceitá-las pra continuar. Ter que aprender a olhar as mudanças e passar por cima do passado é difícil pra mim. Olhar ao meu redor e ver tudo mudando, tudo diferente, ou melhor, todos indiferentes. Aceitar um futuro tão temido, e por um tempo, tão certo de não acontecer. E agora, a possibilidade. De me tornar alguém que anda. Passa. Por cima. E nada fica. Palavras às vezes não passam mesmo de uma sopa de letrinhas. A gente cozinha, come e bota fora. Nada fica. Só o silêncio. Talvez o que nunca foi dito seja o que realmente dure.

"And did they get you to trade
Your heroes for ghosts?
Hot ashes for trees?
Hot air for a cool breeze?
Cold confort for change?
And did you exchange
A walk on part in the war
For a lead role in a cage?"

quarta-feira, agosto 29, 2007


Se ontem eu tivesse que conjurar um Expecto Patronum, eu não conseguiria. Foi um dia triste. Triste, triste. Eu bem que tentei lembranças felizes, mas nada era suficiente. Nada. A única coisa que me acalmou foi lembrar de um lugar da minha adolescência aonde eu me sentia acolhida e protegida. Protegida do mundo, protegida da vida. Essa foi a lembrança mais próxima de uma lembrança feliz. Foi uma lembrança de colo, de aconchego. Meu patrono sairia bem fraquinho. Tudo colaborava, inclusive o tempo. Um dia cinza, com uma chuvinha fina que não parava de cair. O dia inteiro. O universo chorava, parecia. Tudo mais triste. O mundo mais triste. Várias perguntas na mente, várias, várias. Respostas? Praticamente nenhuma. Mas algumas certezas. Que sempre me salvam. Aliás, pouquíssimas coisas me salvaram ontem. A música sim, sempre ela, no final do dia. E algumas pessoas boas ao meu lado. Mas ninguém sabia que eu chorava junto com a chuva. Certas dores são tão delicadas e tão pesadas e tão absurdas que simplesmente não dá. Não dá pra compartilhar, não dá pra explicar, não dá pra falar. Só, claro, com quem sente a mesma dor. E estamos todos assim, numa mesma dor. Aquela dor de desamparo, de estupefação, de impotência. Às vezes tenho medo da felicidade.

sexta-feira, agosto 24, 2007

Aliás, um site muito legal de comerciais, que eu não conhecia:

Portal da propaganda

(ah, sim, eu adoro comerciais. Desde que me conheço por gente.)

Comercial bacanésimo: Coca Cola

Comercial inspirado no violento game GTA, que transmite a mensagem oposta, de amor, fazer o bem, e transformar o mundo, ou ao menos o seu mundo, em um lugar melhor.

O único pecado do comercial é não colocar legenda pra música, que é tão legal e dá vontade de sair cantando e abraçando todo mundo por aí...

"You give a little love
And it all comes back to you
da da da ra da da da
You know you gonna be remembered
For the things that you say and do
da da da ra da da da"

Comercial fofo: Não deixe a sua vida acontecer sem você

Esse e todos os da linha de lançamento do Corsa 1.4 Econoflex. Pra não nos deixar esquecer de que a vida tá aí, e precisa ser vivida pra acontecer.

E é por isso que os preguiçosos não vão pro céu. Porque merecem mesmo. Assistir as aventuras de Antonio Fagundes e Stenio Garcia por pura preguiça de levantar é pecado capital, vou te dizer.
Coisa mais chata do universo paralelo: não ter ninguém online enquanto você cataloga mais de 100 cds/dvds em plena sexta feira à noite e assiste Carga (yewck!) pesada por preguiça de levantar pra mudar de canal, já que o controle remoto não aguentou a carga pesadíssima e se suicidou.
Coisa mais chata do universo: catalogar mais de 100 cds/dvds em plena sexta feira à noite, assistindo/ouvindo Carga pesada por preguiça de levantar e mudar o canal, já que o controle remoto foi pro brejo.
Coisa mais chata do mundo: catalogar mais de 100 cds / dvds em plena sexta feira à noite.

quinta-feira, agosto 16, 2007

If I Can Dream...

Uma das interpretações mais lindas dele, impossível não chorar. Nunca aceitei ele ter morrido no ano em que eu nasci, que coisa triste! Logo eu, tão fã. 30 anos... mas o cara, na verdade, é eterno.

Confissões

Eu não achei a menor graça nos 2 primeiros episódios de The office, e deixei a série encostada.

***

Eu ainda sinto saudades dos posts dela.

***

E dos dela também.

***

Eu devo ter, no mínimo, uns cinco blogs espalhados pela net, que eu comecei e abandonei.

***

Eu tenho inveja preta, puxando pra preto neon®, dos alunos dela.

***

Eu não consigo terminar de ler On the road (ou aqui), nem a pau. Na verdade, eu não consigo mesmo sequer começar. Ok, eu começo. Mal e porcamente. Mas aí me dá um sono, eu largo o livro pra lá e só o retomo meses depois. Mas aí me dá um sono e eu largo ele pra lá e... looping.

***

Eu sou uma garota 8 ou 80. Ou eu não estudo nada, ou quero estudar tudo ao mesmo tempo. Bem, no final das contas, o resultado é o mesmo.

***

Eu canto tão bem, que meu professor de canto me proibiu de cantar até semana que vem. How cool is that, uh?

***

Eu amo um serial killer. Sério.

***

Eu tenho outras confissões. Inconfessáveis.

quarta-feira, agosto 15, 2007

quinta-feira, agosto 09, 2007


I got my name in lights with notcelebrity.co.uk

Dica dela, claro. Quem mais?

sexta-feira, agosto 03, 2007

A parte que eu mais odeio no meu trabalho: ter que ser fria, fria, fria e impiedosa em certas horas. Odeio, odeio, odeio. Mas por fora sei desempenhar bem o meu papel. Já por dentro...
"Tenho andado distraído, impaciente e indeciso..."

Eu sei, eu sei, ultimamente só escrevo músicas nesse blog. É porque não sei falar tão bem sobre o que sinto quanto elas, as músicas, que parecem me conhecer desde antes de nascer, que parecem ter uma bola de cristal e descobrem exatamente o que eu estarei sentindo daqui a uns dias, meses e anos. Ou hoje. É por isso que eu não conseguiria viver em um mundo sem música. Eu preciso ser interpretada, lida, escrita e ouvida. E ainda assim, a música conserva e muitas vezes resgata em mim a essência do que eu sou . O que eu tenho de melhor vem à tona com a música. Se tem uma coisa que eu queria com todo esse avanço tecnológico que vivemos ultimamente, era um ouvido que fosse um mp3 player. Sei lá, sabe esse chip que todo mundo sempre fala que será implantado sob nossa pele no futuro, com todas as informações sobre a pessoa e blá? Pois é. Podiam dar um jeito de implantar um chip no nosso ouvido, com transferencia de mp3 por infravermelho, equalizador, repeat, enfim, tudo que tem direito. Eu queria. Me ofereceria até como cobaia pra experiência, já que provavelmente isso vai ser bem caro. Eu seria mesmo uma música ambulante. Nunca mais precisaria trocar pilha, nem nada. Será que alguém já teve essa idéia?

Piadinha infame*


As crianças hj em dia estão precoces, mesmo...


* ouuu "Como perder uma ótima oportunidade de ficar calada"

U-huuuu! - parte 2

Botafogo deverá administrar o Engenhão por 20 anos

E fez-se justiça...(u-huu!)

Dodô é absolvido pelo STJD e pode voltar domingo

quarta-feira, agosto 01, 2007

(...) Um dia pode ser
Talvez eu volte a ver
Todas as cores que fugiram junto com você

É difícil respirar sem você
Não (Ela só quer...)
Que eu goste(algum lugar...)
De ser má. (em que ela não...)
Mas sorrir pra que? (vá se lembrar...)


(Espero - Pato Fu)

sexta-feira, julho 27, 2007

Primeira coisa que eu vou fazer assim que terminar de ler Harry Potter e as relíquias da morte: correr pro blog dela. Se tem uma coisa que tá me deixando agoniada é não poder entrar lá enquanto não terminar de ler o livro! Que crueldade isso!
o mundo é muito grande
pra se levar uma vida tão pequena
espaço pra expandir é o que não falta
coragem é que anda escassa
não tenho feito muito sentido ultimamente
nem comigo, nem pra mim
mas disfarço bem (eu acho)
porque a vida é assim
e muitas vezes, atuar faz toda a diferença
mas nada mudou
e alguma coisa muda alguma hora?
não, não, nada
tudo continua igual aqui
e lá fora o mundo muda na velocidade de um piscar de olhos
e eu continuo paralisada
de medo
e o medo maior escancara seus dentes tortos pra mim a toda hora
me lembrando sempre de que está ali
a me cercar
e quando eu consigo respirar
achando que ele foi assombrar outro
ele volta
só pra me lembrar
ou eu ando com esse medo ao meu lado
ou eu fico parada com esse medo ao meu redor
de qualquer jeito, não tem jeito
o jeito é encarar o medo.
enoemos
llik
em
won
esaelp.

segunda-feira, julho 23, 2007

Eu descobri isso e agora estou fud..., digo, fa-li-da.
Basta clicar AQUI e você já AJUDA.

segunda-feira, julho 16, 2007

No final das contas a verdade é que, bem, você nasceu sozinho. Get use to it.

quarta-feira, julho 11, 2007


Ai, sorry, mas eu não resisto. Fico louca com essas tirinhas do Garfiled. É uma melhor do que a outra!
Eu só queria saber até que ponto é normal uma pessoa chegar aos trin..., digo, vinte-e-nove-ponto-um, e se sentir, agir e escrever (thanks Lord, ao menos aqui não cabe "se vestir"!) como se tivesse 17. Ok, com raros picos de 19.


Não, meu aniversário não é hoje. Foi ontem. Mas eu nem estava com vontade de escrever aqui.

segunda-feira, julho 09, 2007

sábado, julho 07, 2007

It's saturday*, I'm in love!

Pela Amy e pelo negão. O que é aquele negão cantando?!?!??? Pelamor! Impossível ficar parada quando ele abre a boca! E que presença! E que voz! E que ginga! Ok, to mais apaixonada pelo negão do que pela Amy... hahaha. Mas, independente disso, ASSISTA esse video, porque é IMPERDÍVEL.

Pideite: O nome do negão é Zalon!

* eu tinha postado isso na sexta. daí fui editar o post pra colocar o nome do Zalon e tudo ficou confuso e o blog comeu o vídeo. Ou seja, ninguém ia entender nada. Aliás, até agora eu não entendi. Só sei é que, até segunda ordem, eu não consigo editar um vídeo postado primeiramente pelo youtube. Vai entender. E no final das contas, eu acabei tendo que postar de novo no sábado, o que acabou com a minha referência ao titulo da musica. Daí ficou assim mesmo, sábado. E essa minha explicação ficou mais confusa do que o post do youtube, eu sei.

quarta-feira, julho 04, 2007

terça-feira, julho 03, 2007

"Life these days is getting rough
It knocks you down and beats you up
But it’s just a rollercoaster anyway..."


Das fofocas nossas de cada dia...

Lenny Kravitz sofre de síndrome do pânico

Por pouco Lenny Kravitz não cancelou o show que ele fará sábado na Praia de Copacabana. Pessoas da produção garantem que ele está sofrendo de síndrome do pânico e fez mil exigências para sua vinda ao Brasil, da suíte do Copacabana Palace ao estúdio de ensaio.


Síndrome do pânico?? Que povo cara de pau. O cara só não é um alienado e provavelmente sabe muito bem como está o RJ às vésperas do Pan. Ah, faça-me o favor. Nesse caso, síndrome do pânico = bom senso.

***

E por falar nisso, estão agora culpando* o jogo Gran Theft Auto, pela covardia desses animais. É incrível como as pessoas precisam procurar ALGO IRREAL pra levar a culpa. Um JOGO. Não aguento essas coisas. Se fosse assim, então eu ia começar a querer bater em todos os carros que vejo pela frente, porque sou viciada, fissurada, preocupantemente dependente de Burnout pra extravasar minha raiva. Dizer um absurdo desses não tem lógica. A "culpa" pelo que esses animais fizeram é falta de caráter mesmo, é má índole mesmo, é muito passar a mão por cima da cabeça mesmo, e também é culpa dos pais, mesmo. Mas de um jogo? Por favor. Isso é tão ridículo que eu não sei como vai parar no jornal uma notícia assim. Chega a ser vergonhoso, vou te dizer.

***

EU QUERO!

* a matéria com esse absurdo saiu no Jornal Extra, aqui do Rio. Mas não achei link pra ela até agora.

segunda-feira, julho 02, 2007

Eu tenho um problema sério em chamar as pessoas por Sr. Sra. Porque às vezes eu acho que não cabe, a pessoa não é um senhor ou uma senhora, mas ela tem cara de. Daí eu fico tentando adivinhar como ela gostaria de ser chamada, se por você, senhor ou senhora. E aí eu não me acerto, e cada hora chamo de um jeito. Uma hora é "ah, é o senhor que vai lá?". Aí depois "ah, você blábláblá". Não sei, as pessoas não se manifestam, fica difícil saber. Se alguém me chama de senhora, apanha. E eu fico achando que ninguém deve gostar muito de ser chamado assim. Mas aí sempre aparece algum troncho pra dizer que é abuso, falta de educação, whatever, chamar o outro de você. Vai entender. Então eu fico assim, toda atrapalhada e cada hora chamando de um jeito.

***

A melhor notícia do dia: minha irmã vai casar. Coisa linda. Fiquei tão, tão, tão feliz. Nem preciso dizer. E eu vou ser a madrinha. Fiquei tão, tão, tão feliz³. Minha Segunda feira poderia ter sido mais uma segunda feira chata, cinza, triste e amarga. Mas está sendo azul, quente, radiante e feliz, muito feliz. Minha irmã teve dificuldade pra achar uma data livre nas casas de festa que visitou. "Todo mundo tá querendo casar!", ela disse. Fiquei surpresa. Mas se é assim, então tá. Ela acabou só conseguindo pro final do ano, mas já tá lá, garantido. Essa alegria que a gente sente ao ver quem a gente ama tão feliz, nossa, é revigorante.

***

Ela postou um spoiler sobre o final do Harry Potter. Deus, como eu tive que me conter pra não ler. Isso é maldade, viu? Fiquei aqui agora me roendo e corroendo. Doida pra saber, mas mais doida pra esperar e ler o livro todo. Vai ser pior do que final de Lost isso. Vou ter que me afastar de todos os meios de comunicação até ler o bendito livro. Afe.

***

Só hoje, hoje, anos de orkut depois, é que eu fui descobrir que existe uma ferramenta de pesquisa de tópicos. Lerdeza pouca é bobagem. E não, eu não sou do tipo que posta tópico repetido, mas sim aquela que vai de página por página, procurando tópico por tópico, ate achar o que queria.

***

Sabe, eu não quero, e é isso. Eu é que não estou querendo. Não é o mundo, não são as pessoas, não é ninguém, nem nada. Sou eu. Que não me empenho. Que não me esforço. Pelo contrário, eu dificulto. E aí, quem conseguir passar pelas n provas e dez mil obstáculos, talvez ganhe algum crédito. E ainda acontece de, nas poucas vezes em que eu faço questão de abrir o portão, quem de direito não entra. E, a princípio, o resto do terreno está cercado com cerca elétrica. Ai. É difícil.

***

domingo, julho 01, 2007

Enquanto a inspiração não vem...

(fundo musical: Like a virgin)

R. diz:melhor q mandona
B. diz: credo. nao é a tal da dani carlos nao, né?
R. diz: nao, hahahahaha
B. diz: quem é?
R. diz: the coltrane quartet
B. diz: the coltrane quartet? jura?
R. diz: eh. vc os conhece? soh eu sou lesado?
B. diz: não. só gostei do nome
R. diz: hahuahuahuauhauha

***

B. diz: vc conhece o james morrison?
A. diz: conheço
A. diz: o louco roqueiro que morreu neh
B. diz: HÃN??????????????????????
B. diz: ESSE ERA O JIM MORRISON!!!
A. diz: ahUIAHUIhauh ai, cancela o JIM MORRISSON!

***

(fundo musical: You give me something - James Morrison)

R. diz: ah, ja tinha baixado a musica
R. diz: eu jurava q era mulher
B. diz: nossa. eu nunca achei q fosse mulher
B. diz: nem qdo eu nao sabia quem cantava
R. diz: to falando pelo nome
B. diz: AAAAH! TÁ.
B. diz: é. realmente. JAMES é nome de mulher. Muito comum, inclusive.
R. diz: huauhauaha

sexta-feira, junho 29, 2007

Minha mais nova paixão... *

"You already waited up for hours
Just to spend a little time alone with me,
And I can say I've never bought you flowers
I can't work out what the mean,
I never thought that I'd love someone,
That was someone else's dream.

'Cause you give me something
That makes me scared, alright,
This could be nothing
But I'm willing to give it a try,
Please give me something,
'Cause someday I might call you from my heart,
But it might be a second too late,
And the words I could never say
Gonna come out anyway."

* seriously, esse blog vai passar a se chamar "Meio amarga, mas canta". E era pra aparecer o vídeo do youtube aqui, mas ele não quer, e eu não sei o porquê.

"Meu amor se você for embora,
sabe lá o que se será de mim,
passeando pelo mundo afora,
na cidade que não tem mais fim..."


Uma mega-super-tripla dose extra-forte de nostalgia nessa sexta feira cinza, fria e chuvosa.

Marina novelas

quinta-feira, junho 21, 2007

Pára t-u-d-o!

Amy Winehouse no Tim Festival 2007???


Tim Festival 2007, lá vou eu!!!


"Do me good ill tell you anything you want to hear,
Do me good do me good do me good do me good.
Do me good and all this craziness will disappear
Do me good do me good do me good do me good."

E mais uma novidade!

O primeiro post do primeiro blog do meu querido amigo especial*, digo, do meu querido amigo!

Claves, surf, goiva e blábláblá

(Me sinto meio mãe. Ajudei a criar um blog. Mais kleenex, por favor.)

* piada interna. sorry.

quarta-feira, junho 13, 2007

É falta de notícia, ou o quê?

Vejo na página do Uol a notícia: Madonna cadavérica. Mais do que depressa, clico pra saber do que se trata. Como minha conexão é discada e muito, muito, muito boa, o link da notícia abre, mas a foto não. Então leio:

Foto de Madonna cadavérica gera especulações sobre sua saúde
da Ansa

LONDRES, 13 JUN (ANSA) - Uma foto da cantora Madonna, na qual ela aparece com feições "cadavéricas", está motivando especulações sobre a saúde da pop star norte-americana.A foto em questão apareceu no tablóide inglês Daily Mirror, que trouxe uma imagem da "material girl", de 48 anos, de mãos dadas com o esposo, o cineasta britânico Guy Ritchie, depois de sair para jantar no restaurante Locanda Locatelli."Ela faz exercícios ao menos três horas por dia para entrar nos vestidinhos super apertados ou de medidas pequeníssimas. Mas, a julgar por essa imagem, parece que o regime de exercícios constantes estaria afetando seu rosto", escreveu o jornal."Outra explicação seria que a cantora está se tornando vítima de seu próprio sucesso", continua o Daily Mirror em sua especulação.Madonna tem três filhos -Lourdes, de 10 anos, Rocco, de sete, e David Banda, de dois, recentemente adotado.Patrick Whitfield, cirurgião plástico de prestígio, declarou que as feições cadavéricas de Madonna poderiam ser atribuídas a sua rígida dieta macrobiótica, ao lado da idade. "O envelhecimento do rosto é algo bastante especial. Pode-se estar sem problemas durante muito tempo e então o rosto começa a envelhecer. Acho que Madonna parece bem, no sentido que não se vê um pescoço enrugado. Mas se notam fossas em suas bochechas", explicou o médico.


Já preocupada, imaginando uma Madonna praticamente como um Michael Jackson, clico logo nas fotos, pra ver como está a mulher. Niqui, me deparo com isso:



Ora bolas! Pelamor. A mulher já tem quase 50 anos, acabou de sair da academia e tá sem maquiagem. SEM maquiagem. Pra mim, ela não podia estar MELHOR nessas fotos. A única coisa cadavérica que eu achei nas fotos foi essa blusa dela. Essa matéria só pode Ter sido piada, não? Será que eles já viram a Angelina Jolie atualmente? Vão dizer que a mulher já morreu e continua andando.

quarta-feira, junho 06, 2007

"Let it never be said,
That romance is dead,
Cause there's so little else,
Occupying my head,
There is nothing I need,
Except the function to breath,
But I'm not really fussed,
Doesn't matter to me...

Ruby, Ruby, Ruby, Ruby!
Do ya, do ya, do ya, do ya!
Know what you're doing doing to me!?
Ruby, Ruby, Ruby, Ruby!"



Eu tenho 2 novos vícios. Ruby e Grace Kelly. Provavelmente vocês (?) já estão enjoados dessas músicas, provavelmente elas já tocaram tanto que ninguém mais aguenta ouvir, mas eu sou uma pessoa musicalmente atrasada e só as descobri agora, e agora elas não saem mais do meu mp3. Ruby, do Kaiser Chiefs e Grace Kelly, de um cantor libanês chamado Mika. A primeira me lembra alguma coisa dos anos 80, um refrão que gruda, que fica impossível você não querer cantar junto (impossível também é você conseguir cantar a frase "Ruby, Ruby, Ruby, Ruby" sem que a língua dê um nó. Tenta aí). E a segunda é maravilhosa, divertidíssima, e me lembra muito o Queen, no melhor estilo Bohemian Rhapsody. Duas músicas super bacanas, pra ouvir bem alto, que te deixam com vontade de andar saltitando por aí (junto, claro, com o novo cd do Maroon 5, que eu não consigo parar de ouvir, simplesmente).

"I could be brown
I could be blue
I could be violet sky
I could be hurtful
I could be purple
I could be anything you like
Gotta be green
Gotta be mean
Gotta be everything more
Why dont you like me?
Why dont you like me?
Why dont you walk out the door!"

terça-feira, junho 05, 2007

Sete coisas

Sete coisas que faço bem: resolver pepinos dos outros, ouvir, bolo de chocolate, bagunça, dormir, fingir que trabalho e comer.
Sete coisas que não sei fazer: falar francês, dirigir, nadar, torta alemã, ouvir som baixo, sobrancelha e fingir que gosto quando não gosto..
Sete coisas que me atraem no sexo oposto: bom humor, doçura, gentileza, charme, voz, virilidade e pegada
Sete coisas que não suporto no sexo oposto: arrogância, estupidez, convencimento, covardia, mentira, ser chiclete, idiotice
Sete coisas que digo com frequência: "cara!", "poutz!", "nossa!", "aí", "sério?!", "jura?!", "não!"
Sete atores/atrizes que eu gosto: Julia Roberts, Edward Norton, Hugh Jackman, Al Pacino, Hugh Grant, Marieta Severo e Selton Mello. (eu sempre, sempre, sempre esqueço dos meus favoritos quando mais preciso deles)
Sete atores/atrizes que eu detesto: Muitos, muitos, muitos nacionais. De Débora Secco pra baixo. Ou pra cima.
Sete filmes que eu adoro: Como se fosse a primeira vez, Notting Hill, Peter Pan, Enquanto você dormia, Cantando na chuva, Brilho eterno de uma mente sem lembranças e O ultimo beijo.
Sete filmes que eu detesto: o Van Damme tem sete filmes?.
Sete livros favoritos: Clube dos corações solitários, André Takeda. O apanhador no campo de centeio, J.D. Salinger. O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde. Crime e Castigo - Dostoiévsky. Orgulho e Preconceito - Jane Austen. A bolsa amarela - Lygia Bojunga Nunes. Harry Potter (todos).
Sete lugares favoritos: Paraty, Arraial, Veneza (não, eu nunca fui. Mas é o meu lugar favorito no mundo), MAC, qualquer sala de cinema, Urca e a casa da minha mãe.
Sete pessoas que desafio a responder as perguntas acima: Bem, pra isso eu precisaria de 7 leitores, hahaha.

"You see everything you see every part

You see all my light and you love my dark

You dig everything of which I'm ashamed

There’s not anything to which you can't relate

And you're still here"

terça-feira, maio 29, 2007

Há pessoas que nunca serão felizes. Com nada que tenham. Por mais que tenham. Por mais que conquistem. Porque estão sempre querendo algo mais. Estão sempre querendo o que está à frente, estão sempre querendo o que ainda não alcançaram. Na verdade, tudo não passa de uma desculpa, porque o que elas não conseguem é serem felizes consigo mesmas. Então projetam uma suposta felicidade em algo palpável, ou em algo conquistável. O emprego ideal, o namorado ideal, a casa ideal, a viagem ideal, a família ideal. Nada nunca será o suficiente, nada nunca será o que ela sempre quis. E há pessoas que conseguem ser felizes com tão pouco. Só pelo simples fato de serem felizes consigo mesmas. Com suas escolhas. Escolhas erradas muitas vezes, mas o que vale a pena na vida não é viver? Não é justamente essa chance que temos, dia a dia, de errar e acertar? Destruir e reconstruir? Desfazer e refazer? Então o que importa mesmo é ser feliz consigo. Porque você não muda, você não foge de si mesmo, você está sempre aí. O resto, é totalmente circunstancial. Sempre. O mundo gira. E é redondo.

***



E Veronica Mars acabou. Acabou e eu fiquei triste, triste, porque ela foi interrompida. Entendeu? Ela não teve a chance sequer de Ter um final decente. Então ficou aquela interrupção. É como se eu parasse esse. Viu? Não tem sentido eu interromper uma frase sem terminar. Mas foi isso que fizeram com VM. Tanta coisa ainda pra acontecer, tantos mistérios legais e eletrizantes pra resolver, tantos amassos pra dar, tantas frases sarcásticas, irônicas, inteligentes e legais pra eu anotar, tantas tiradas sensacionais pra me fazer vibrar, e, de repente, acabou. Não vai ter mais. Nunca mais ver a relação super bacana da Veronica com o pai, nunca mais ver a amizade super bacana dela com o Wallace, nunca mais ver a complexa, mas super bacana dela com o Weevil. Isso me dá uma tristeza do caramba. Uma sensação de a maior injustiça já cometida em séries ever. E não consigo me conformar. Vou reclamar disso pelos próximos 10 anos da minha vida. Me vem à lembrança exatamente a mesma sensação que eu tive quando a Globo parou de passar Barrados no baile (não é comparando as séries, pelamor. É o sentimento). Eu lembro direitinho de como o coração ficou apertado e a respiração suspensa. E aquele sentimento de perda, de frustração ("como assim, eu nunca mais vou ver o Dylan Mckay?!!?!???"). E agora o sentimento é o mesmo. Menos desesperado, afinal, eu não tenho mais 13 anos, mas... como assim, eu nunca mais vou ver o Logan Echolls?!?!?!???????

***

Aliás, quem me apresentou Veronica Mars, foi ela. E agora, por causa dela, eu comecei a baixar How I met your mother. Ela é minha guru de séries.

***

Eu sempre aprendi com minha mãe a descomplicar as coisas. Ou melhor, a não complicar. Por que as pessoas gostam de complicar, é fato. Elas realmente criam uma tempestade com um mísero copinho plástico de água. O problema é um alfinete e elas já enxergam um prego e martelam o próprio prego no pé. É impressionante. Como várias, várias, várias coisas sem a mínima necessidade de desespero pra resolver, se tornam uma catástrofe na vida de alguns. E eu vejo que é a grande maioria. Acho que elas simplesmente não conseguem enxergar os problemas como realmente são: pequenos. Solúveis. Talvez no fundo elas precisem de algo com o que se descabelar. Sei lá, vai ver um problema imenso lhes dá algum sentido na vida, alguma razão pra viver. Eu queria enfiar isso na cabeça delas, mas não dá. Que a gente cria uma bola de neve aonde o sol brilha o tempo todo.

***

Sabe aquilo que eu escrevi ali embaixo sobre o novo cd do Maroon 5? Esquece. Eu sou uma idiota. O cd é maravilhoso. TODO. Já era. Já viciei. E Maroon 5 é a melhor coisa que existe para os meus ouvidos pelos próximos 90 dias, no mínimo. E eu quero um Adam Levine pra mim, mesmo com esse novo visual olha-mamãe-sou-quase-um-moicano.

***

Ah, e a Miss Brasil, hein? Que pena! Achei a maior injustiça aquele resultado. Pra começo de conversa, eu não levei fé na moça a princípio. Mas ontem quando sem querer coloquei na TNT e vi que ela estava entre as 5 (fracas) finalistas, vibrei, né? Achei que já era dela o posto. Por que as outras eram muito fracas. Daí já tava dando como vitória ganha. E me preparando pra gritar de emoção junto com ela, no melhor estilo Little Miss Sunshine. Daí vem o balde de água fria. Hãn? Como assim? Miss Japão??? Ah, fala sério. Ridículo o resultado. Japão não era mais bonita do que a Brasil nem aqui e nem na China (dã!). Mas sério mesmo. Injustiça. Meu senso de justiça anda muito apurado ultimamente. Mas que dessa vez, a Brasil merecia, isso merecia. Esse Miss Universo é uma furada.

***

Vem cá, alguém realmente se anima a votar no Cristo Redentor como uma das 7 novas maravilhas do mundo, sabendo que é muito mais fácil você ser assaltado no meio do percurso até lá do que achar um turista em Copacabana?

segunda-feira, maio 28, 2007

Só pra constar... (ou * momento adolescente mode on *)

Eu sonhei com Lost. Sonhei. Que o Ben me sequestrava e o Jack, junto com a Danielle, e toda a turma, me resgatavam. E nós (por que a essa altura eu já estava incluída no grupo do bem, claro) tomávamos o "quartel-general" deles e explodíamos um avião com eles dentro! E (sorry, Fer!) eu picava o Locke em pedacinhos, por que, sim, ele fazia parte dos outros. E como o meu sonho era uma pequena mistura de Lost com Heroes, os outros tinham poderes. E o Locke podia se regenerar. Daí eu o piquei tanto, que sinceramente, era difícil dele se regenerar ali. Mas o melhor, o m-e-l-h-o-r do sonho era que, da licença, mas... eu namorava o Sawyer. E ele me protegia. E ele me dava aquelas olhadas de derreter iceberg. E segurava a minha mão o tempo todo. E o resto eu não posso contar aqui, é impróprio para menores. Então, da licença de novo, mas eu não posso resistir. * sigh *





sexta-feira, maio 25, 2007

Não posso nem acessar os meus sites preferidos, pra não correr o risco de ler algum spoiler sobre o final de temporada de Lost. Ontem assisti a primeira parte. E estou aqui abrindo o shareazaa a cada 2 minutos, pra ver a quantas anda o download da segunda parte. Isso não se faz com um ser humano, né? É muita ansiedade e muito nervoso pra uma pessoa só, oh Lord.


***

Ouvi o novo cd do Maroon 5, que é muito bom. Mas eles mudaram, né? E eu pergunto: pra quê?. Por que mudanças são boas, B. Por que mudar é saudável, mudar é evoluir, crescer. Né? É. Mas eu não gosto de mudanças. Muito menos mudanças radicais. E o Maroon já começou a mudança radical pelo visual. Que me fez levar um susto ("Cadê o Adam Levine? Cadê o Maroon 5? Esses aí não são eles! Não são eles!!!"). Um misto de Beatles, punks e mais alguma coisa que eu não consegui identificar. A banda usando cabelos compridos e o Adam com um cabelo quase emo, só faltando a franjinha (ok, exagerei, reconheço). Mas resumindo, um susto. Não reconheci a minha banda ali, se é que alguém me entende. Mas enfim, não é a aparência que dita a qualidade da banda, aparência não diz nada e blablabla, então engoli o meu baque e ouvi a música, com muita boa vontade e com um desejo desesperado de que ela fosse boa. E era. Mas não tão boa quanto as do cd anterior. Mas ok, era a primeira, primeiríssima vez que eu ouvia, e é bem difícil você gostar de alguma musica quando ouvida da primeira vez. Apesar de que o Songs about Jane foi amor à primeira vista, mas tudo bem. E ainda mais com o ma-ra-vi-lho-so show Maroon 5 Live: Friday The 13th ainda fresquinho na sua memória. Bem, mas ok. Então, após assistir a apresentação ao vivo, eu fui ouvir o cd. Que, à primeira ouvida, é bom. À segunda, é bem bom. À terceira, é "nossa, mas que cd bom!". Eles mudaram? Mudaram. Segundo palavras do próprio Adam, eles fizeram um cd mais "dançante", sabe-se lá o porquê. Eu amava aquele estilo rock-pop-swingado, "this-love-has-taken", e tal. Amava, amava, amava. As novas dançantes são boas. São muito boas. Mas, ao menos por enquanto, pra mim, são, digamos, dispensáveis. Eu as trocaria sem culpa por todas do cd anterior. Mas ainda assim é bom. E as baladinhas, ah, as baladinhas. Essas são LINDAS. LINDAS. Páreo duro com as de Songs about Jane. Mas olha, eu vou sempre ser grata à Jane por ter aparecido na vida do Adam e tê-lo levado a fazer um cd tão bom como Songs about Jane. Acho que justamente por ter sido um cd feito tão descompromissado, tão sincero, tão impulsivo e tão natural, é que ficou tão bom. Mas já foi, passou, e agora o que eles fazem é "musica dançante". É diferente, e eu não gosto de mudanças, mas é bom. E vale a pena ouvir.


***

Poucas coisas me dão mais asco do que uma pessoa covarde. Covarde no sentido, digamos, amplo da palavra. Uma pessoa de atitudes covardes. De palavras covardes. Uma pessoa que não sustenta o que fala. Que não assume os erros. Que faz e não banca as consequencias. Que se esconde. Que é incapaz de enxergar a si próprio. É triste, irritante, e absolutamente insuportável conviver com alguém assim.


***

Detesto terminar posts bruscamente, mas...

quinta-feira, maio 24, 2007

Só pra registrar...

... então a nova moda é invalidar gols válidos e importantes do Botafogo, né? Então tá.

***

... tá rolando por aí uma versão de Open your eyes muito boa. Eles tiram só a melhor parte da música, quando ela cresce. Good job!

***

... um friozinho muito bom de não sei quantos graus rolando aqui no Rio, um pote duplo de Nutella me esperando em casa e o último episódio da temporada de Lost pra assistir. Uma sexta feira perfeita.

***

... Rolou no final do ultimo episódio de Grey's Anatomy uma música linda, linda, linda, chamada "Keep breathing", de Ingrid Michaelson, que foi feita especialmente pra série e portanto só vai ser lançada oficialmente em setembro, quando sair a trilha da 3ª temporada. Por isso, essa música é bem difícil de achar. Mas alguma alma caridosa conseguiu a música e disponibilizou pra nós, meros mortais dependentes de músicas lindas de seriado. Tá aqui ó. Vale muito a pena.

***

... e por hoje é só, pessoal. ;o)

terça-feira, maio 08, 2007

Desde que.. ela não foi mais a mesma. Desde que várias coisas. Desde que cortaram a luz. Desde que ela perdeu o sossego pra escrever. Desde que foi traída. Desde que levou uma facada. Uma, duas, três, perdeu a conta. Desde que foi abandonada. Desde que se sentiu só. Desde que olhou ao redor e não havia. Desde que ela achou que era. Desde que ela descobriu que não. Desde que ela prometeu. Desde que ela esqueceu. Desde que ela arrumou aquele emprego aonde se sentia presa e tolhida. Desde que ela nunca teve coragem. Desde que a asa quebrou. Desde que a esperança voôu, com asa quebrada e tudo. Desde que ele. Desde que sem ele. Desde que ela perdeu. Desde que não se achou mais. Desde que ficou doente. Desde que ouviu a musica. Desde que desistiu. Desde que. Ela não foi mais.
hmm... tem alguém aí?

domingo, abril 22, 2007


"All the shows have been amazing so far. The fans in South America are outrageously generous, loud and welcoming. The second night in Saö Paulo was especially raucous and celebratory. We'll be sorry when this tour is over, but we're already talking about when we can come back."

Tim (o tecladista/pianista mais-lindo-do-mundo), no site (oficial) do grupo.


Eu quase fiz um strip involuntário no show (uma menina conseguiu arrebentar as duas alças da minha blusa e rasgar uma parte da frente), levei uma cotovelada no pescoço antes mesmo do show começar e vários tripés estavam na minha frente, mas, sem sombra de dúvida, esse show foi inesquecível e maravilhoso do início ao fim. Eu tinha vontade de abraçar todo mundo, porque, vou te dizer, como eu me ORGULHEI daquele povo. Me orgulhei TANTO dos fãs do Keane, tanto, tanto, tanto. Todos em um mesmo propósito, todos com o mesmo objetivo: tornar o show também inesquecível pros caras da banda, cantando todas as músicas, bem alto, com toda a força dos pulmões, com toda a energia que tinham, sem deixar a peteca cair uma vez sequer. Não éramos muitos se comparados a São Paulo, mas, nossa, eu acho que isso nem fez diferença, porque as vozes juntas cantando parecia um trovão. E ver o espanto e a alegria do grupo com isso, u-au, não tem preço MESMO. Inesquecível, fantástico, perfeito. PERFEITO. Pra PERFEITO não tem mais adjetivo que sirva, né? Já tá tudo incluído. Imagina um show perfeito aí. Imaginou? Pois esse foi muito, muito melhor. Algo além mesmo de qualquer coisa que se consiga imaginar.

(As fotos são daqui, onde também tem uma crítica muito bacana.)

sábado, abril 21, 2007

Somewhere only we know @ Keane - Rio de Janeiro

"So tell me wheeeeeen you're gonna let me in. I'm getting tired and I need somewhere to begiiiiiinnnn"

Cara... não dá, né? CLARO q eu chorei nessa musica. CLARO q eu não consigo tirar o show da mente. CLARO que eu não consigo mais parar de ouvir Keane. CLARO que não tem platéia mais linda e mais tudo. CLARO que a energia que rolou com essa galera foi fantástica. CLARO que eu nunca vi um show como esse, onde TODO MUNDO cantou TODAS as musicas, no mesmo pique, do início ao fim e sem um pingo MESMO de exagero meu. CLARO que esse foi um dos melhores shows da minha vida, ever. CLARO, CLARO, CLARO que eu vou falar disso nos próximos meses, até eles voltarem, como prometeram.

sexta-feira, abril 20, 2007

Porque hoje eu não consigo pensar em mais NADA!

Pense numa pessoa que não anda, pula! Flutua!
Pense numa pessoa que não fala, berra!
Pense numa pessoa que não senta, se sacode!
Pense numa pessoa que já tá chorando HORAS antes do show!

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

"I hope all my days
Will be lit by your face
I hope all the years
Will hold tight our promises

I don't wanna be old and sleep alone
An empty house is not a home
I don't wanna be old and feel afraid"




"I need a place
that's hidden in the deep
Where lonely angels sing you to your sleep
The modern world is broken

I need a place
Where I can make my bed
A lover's lap where
I can lay my head
Cos now the room is spinning
The day is beggining"

quarta-feira, abril 18, 2007

As pessoas às vezes não sabem quando parar, né? É chato isso. Incomoda mesmo. Porque cada um tinha que ter um simancol atualizado automaticamente e acionado na hora certa. Não dá. Porque tem horas em que eu não quero sorrir, eu não quero brincar, eu não quero conversa fiada, eu não quero nada. Só quero ficar quietinha no meu canto, eu e eu mesma. E as pessoas não percebem isso. Perceber, até percebem, mas ignoram solenemente. Acham que todos os dias você tem que estar bem, que todos os dias você deve responder às brincadeiras, e ser paciente, e sorrir. E não é assim, eu não sou assim. Se eu não estou bem, eu não estou bem, e não adianta vir brincar comigo porque eu vou perder a paciência. Dane-se. E ainda fico com mais raiva ainda, porque acho um absurdo você não perceber a outra pessoa. Você ignorar o olhar triste e o "bom dia" arrastado. Você agir como se tudo estivesse bem, quando visivelmente não está. Há de se agir de acordo com cada situação. Eu convivo com toupeiras. Meu Deus, vou acabar fazendo buracos no solo.

quarta-feira, abril 11, 2007

"Quando a noite vem
Fico louco pra dormir
Só pra ter você nos meus sonhos
Me falando coisas de amor

Sinto que me perco no tempo,
Debaixo do meu cobertor

Eu faria tudo pra não te perder assim...
Mas o dia vem, e deixo você ir..."



(não sei se é impressão só minha, mas a Ivete canta essa parte "e deixo você ir" de um jeito tão dolorido, que me dá vontade de chorar)
Um dos meus maiores problemas, e que só agora eu fui perceber: a ansiedade. Não sei quando isso começou, só sei que tem que parar. Porque além de não adiantar, atrasa. Porque eu fico querendo abraçar o mundo com as pernas, e aí dá cãimbra. Então, B., um passo de cada vez. Inspira, expira, 1,2,3, ooooooooooommmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.

***

"Não se preocupe com o que temos, e sim com o que somos.
Porque o que temos, perdemos. E o que somos, sempre seremos
."

Li isso na camisa de uma pessoa na rua e achei tão legal que até decorei.

***

Olha, eu sou botafoguense. Mas eu gosto do Romário desde criancinha, quando eu ainda era vascaína, hahaha. Então dá pra deixarem o Romário fazer logo esse milésimo gol? Hum? Plis? Ô gente implicante!

***

Então o governador quer colocar o Exército nas ruas. E uns sem noção da vida não concordam, porque acham que o problema da violência não se resolve assim, e sim com inteligência, investigação e bla. Ainda teve um que veio com "a solução seria uma política de aperfeiçoamento da Polícia e uma reforma no sistema penal"!!! Ele quer o problema resolvido em qual século? E é por isso que até hoje a gente tá do jeito que tá, só piorando. Porque essa gente que espera a melhor maneira pra resolver alguma coisa, acaba não resolvendo nada, nunca. Porque pode ser a melhor solução sim, só que simplesmente não é prática. Todo mundo tem sempre a solução na ponta da língua, mas fazer, que é bom, cadê? Precisamos de uma medida pra ontem. Chegamos num ponto em que não podemos nos dar ao luxo de esperar mais. E já esperamos tempo demais por isso. Pode não ser a solução, mas é um passo pra melhora. Então, Exército nas ruas sim!

***

"Quando se despediram, Beauvoir disse o quanto achara bom o fato de terem conseguido conservar a amizade. "Não é amizade", retrucou Algren. "Eu nunca poderia lhe dar menos que amor".

(Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre: Tête-à-tête - Hazel Rowley)

segunda-feira, abril 09, 2007

Você sabe que realmente não está muito bem quando:

- A geladeira tá entupida de ovos de Páscoa e você não abriu nenhum ainda, em plena Segunda feira pós Domingo de Páscoa

- Você acorda às 5:45 em pleno Domingo, não consegue voltar a dormir e começa a arrumar as gavetas às 6 da manhã.

***

A verdade é que a vida inteira eu sempre quis que alguém me cuidasse. Porque no final da história, eu sempre tive que cuidar sozinha de mim. E do outro. Eu sempre tive que ser o meu próprio apoio e apoiar o outro. Eu sempre tive que segurar as minhas barras e as barras do outro. E é por isso que hoje eu vivo tão cansada. Porque a vida inteira eu procurei por alguém que cuidasse de mim. E nunca encontrei. E era só isso. Um momento em que eu pudesse ser o outro. Em que eu pudesse ser cuidada, apoiada, segurada. Um momento em que eu pudesse fechar os olhos e mergulhar, segura quanto à mão que não me permitisse afogar. Só isso que eu procurava. E hoje a situação é que eu não consigo mais cuidar nem de mim, que dirá do outro. Eu não consigo nem me manter em pé, que dirá ao outro. Então eu cansei mais um pouco. Cada dia mais um pouquinho. Então não me peça pra cuidar de nada mais. Eu não posso mais. O que conseguir resistir sozinho, o que sobreviver sem os meus cuidados, é o que vai ficar. Porque eu cansei. Não posso mais, já deu. As energias foram embora. As forças foram embora. Então agora ou me cuidam, ou se vão. Porque eu já estou no meu último suspiro.

***

Vai ver é por isso que eu sempre choro com Fix you.

***

Porque nem sempre você quer falar, escrever, contar
Porque às vezes você quer ser interpretada, escrita, contada.
Porque às vezes você quer que leiam mais do que suas palavras.
Muitas vezes você quer que leiam seu olhar, seu falar, seus gestos, suas pistas disfarçadas, seus gritos silenciosos, quase mudos.
Muitas vezes você quer que te leiam sem palavras.
E isso tá parecendo que é desejar o quase impossível.

***

Então, a pior coisa: perder a confiança em alguém. Porque confiança perdida, não tem muito remédio, é perdida pra sempre. E aí nada mais rola. Você não fica com ódio da pessoa, você não fica com raiva, mágoa, nada. Você simplesmente perdeu a confiança. E tudo se torna tão incompleto. Pela metade. Porque nem dá pra completar, pra fechar. Fica uma pessoa em aberto. Em quem você não pode se aprofundar, porque não adianta, não confia. Mas que é legal o suficiente pra você querer manter ali, no raso mesmo. E olhar com pena. Porque pessoas que desperdiçam a confiança uma vez nela depositadas são dignas de pena, eu acho. Porque não conseguem enxergar a situação, olhar pra si. Não conseguem. É triste, e para os dois lados.

quarta-feira, abril 04, 2007

É, eu acho que estou mal humorada.
Não é que eu esteja mal humorada, são as pessoas que andam muito chatas e insuportáveis ultimamente. Eu atendo o telefone e, ao invés de dizer "bom dia", tenho vontade de perguntar se a pessoa não tem nada melhor pra fazer na vida do que ligar pra cá e atrapalhar o meu serviço*.

* Troca de emails, msn, orkut, baixar seriados, músicas, postar, baixar videos do youtbe e afins. Meu serviço exige muito de mim e eu não tenho tempo pra ficar atendendo o telefone e falar com pessoas idiotas**.

** Pessoas surdas, burras, chatas, inconvenientes, repetitivas, sem noção.
Por que as pessoas se repetem tanto? Será que não percebem?

quarta-feira, março 28, 2007

Hora de almoço, o que você faz? Come e entra numa lan house. Se isso não é vício, o que mais pode ser, né? Ainda consigo pegar o ultimo micro livre na lan. Ainda bem que não estou sozinha no vício. Lan houses deveriam ser mais discretas. Divisória em cada micro. Apesar de que essa paranóia de que alguém fica lendo o que eu escrevo é só minha, acho. Uma vez li em algum lugar: "se você soubesse o quão pouco as pessoas te observam/olham/reparam, você ficaria espantado/deprimido/decepcionado". Não era exatamente isso, mas a idéia era mais ou menos essa. Me espanta o vício das pessoas em orkut e msn. Olho pra direita, esquerda, frente, trás, e todos, absolutamente todos estão no orkut. Não há youtube, ninguém assiste vídeos, ninguém lê notícias, ninguém posta em blogs. Todo mundo só orkuteia. Me deprime. Não gosto dessa obsessão. E então me toco que essa minha paranóia de que alguém me observa na lan existe porque na verdade quem observa os outros sou eu, né? Que não tenho nada pra fazer. E também porque eu gosto de observar o comportamento das pessoas.

***

Pergunta de questionário: o que você mudaria em si mesma, se pudesse? Eu queria ser uma pessoa disciplinada. Veja bem que não é mais disciplinada. É disciplinada, porque não sou nem um pouco. E ser disciplinada é tão imprescindível. Pra qualquer coisa. Isso me entristece. Não ser disciplinada. Porque tudo acaba ficando mais difícil, por culpa minha mesmo. Mas ser disciplinada é tãaao chato. Há um outro caminho?

***

Pessoas que passeiam pelo meio da calçada, impedindo e atravancando a passagem de todo mundo me irrita muito, já disse isso?

***

"Vamos entender este momento. A moça lá sorrindo pro nada e se contorcendo enquanto toma banho e depois do banho tomado ela saltita, graças aos óleos cítricos em seu sabonete líquido. Gente, que óleos cítricos são esses? Nem acompanhada eu tomo banho naquela alegria, senhores publicitários. O menino que exige fazer cocô na casa do amiguinho, bem no horário do meu jantar."

huahuahua! A Fal, né? Só ela.

***

Mas eu acho que o tempo em uma lan house sempre corre muito mais rápido do que o do mundo lá fora, e ninguém me tira isso da cabeça. Lan houses tem um tempo próprio.

sexta-feira, março 23, 2007

Mas não é a coisa mais linda?



Estou apaixonada!



Desenhos de Irisz Agocs.

Descobri na dona Ticcia.

Agora difícil é me tirar do flickr dessa moça. Lindo, lindo, lindo!

sexta-feira, março 16, 2007

Não é irônico que uma pessoa fique com vergonha de escrever um post em uma lan? Imaginem, um post. Que será exibido em um blog. Pra todo mundo ler. E eu fico preocupada se não tem alguém lendo por trás de mim enquanto escrevo essas palavras.

***

Uma das melhores coisas que eu fiz por mim nessas 2 últimas semanas foi.... baixar a discografia da Mariah no meu mp3. Há quanto tempo não ouvia, uma vez que todos os meus cds originais dela já estão encaixotados esperando pela mudança que nunca vem. E como me faz bem. Como me faz feliz. Traz maravilhosas lembranças de uma ótima fase da minha vida, e a voz da Mariah, não adianta, tem um baita efeito sobre mim. Okay, principalmente os cds mais antigos, eu admito. Mas tinha me esquecido disso. De como ela me equilibra. Me traz coisas boas. Engraçado isso. E não sei se alguém vai conseguir entender a força disso, mas eu sei qual é. Mariah me faz voltar a um ponto seguro. Aos momentos felizes, leves, inocentes e, puxa, sinceros. E é como um ponto de partida. Pra recomeçar.

***

Dias conturbados, enrolados, psico e emocionalmente exaustivos. Mente e coração: bombas prestes a explodir. Mas como não quero atingir ou ferir ninguém, então implodo. E morro um pouquinho mais, cada vez. Porque não tenho aonde largar a minha bomba. Procura-se desesperadamente um esquadrão anti-bombas.

quarta-feira, março 07, 2007

Palavras, palavras, palavras, eu preciso de palavras. Vou comer um dicionário. * Sylar mode on *

terça-feira, março 06, 2007

Corinne Bailey Rae Brits 2007 Put Your Records On



Eu já ouvi por aí que muitos a estão considerando "hipócrita", ou "falsa", whatever, vá entender o que se passa na cabeça dessa gente, porque ela só canta o lado bom da vida. Pois isso foi justamente o que mais me chamou a atenção nela. Ela não canta sobre os pais violentos que teve, sobre a infancia difícil, sobre não achar o seu lugar no mundo, sobre a dor de cotovelo. Ela canta a beleza da vida. Sobre a infancia feliz que teve, sobre o amor que deu certo, sobre o apoio que teve da família. Ela consegue usar a música pra transbordar felicidade. Infelizmente os invejosos de plantão não conseguem entender isso, mas, bem, vai ver é porque eles realmente não sabem o que é isso. Mas enfim. Tudo isso pra dizer que ontem eu assisti uma das apresentações mais lindas que eu lembre já ter visto na vida. No Brit Awards. Corinne Bailey Rae cantando "Put your records on". Simplesmente uma das apresentações mais legais do mundo. Eu terminei de assistir quase chorando de emoção, hahaha. Mas sério. Muito legal. Totalmente linda, alto-astral, de dar vontade de sair pulando e cantando e correndo e brincando de roda como aquelas crianças, enfim. Uma apresentação que te faz sentir feliz. Assista. Não deixe de assistir. Talvez você não concorde, mas por via das dúvidas, confirme. A partir dos 02:18 (err.. dois minutos e dezoito), a coisa começa. A felicidade em forma de música. Enfim. Eu achei espetacular. Queria mesmo estar lá naquela hora. Girl, put your records on!