terça-feira, maio 29, 2007

Há pessoas que nunca serão felizes. Com nada que tenham. Por mais que tenham. Por mais que conquistem. Porque estão sempre querendo algo mais. Estão sempre querendo o que está à frente, estão sempre querendo o que ainda não alcançaram. Na verdade, tudo não passa de uma desculpa, porque o que elas não conseguem é serem felizes consigo mesmas. Então projetam uma suposta felicidade em algo palpável, ou em algo conquistável. O emprego ideal, o namorado ideal, a casa ideal, a viagem ideal, a família ideal. Nada nunca será o suficiente, nada nunca será o que ela sempre quis. E há pessoas que conseguem ser felizes com tão pouco. Só pelo simples fato de serem felizes consigo mesmas. Com suas escolhas. Escolhas erradas muitas vezes, mas o que vale a pena na vida não é viver? Não é justamente essa chance que temos, dia a dia, de errar e acertar? Destruir e reconstruir? Desfazer e refazer? Então o que importa mesmo é ser feliz consigo. Porque você não muda, você não foge de si mesmo, você está sempre aí. O resto, é totalmente circunstancial. Sempre. O mundo gira. E é redondo.

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E Veronica Mars acabou. Acabou e eu fiquei triste, triste, porque ela foi interrompida. Entendeu? Ela não teve a chance sequer de Ter um final decente. Então ficou aquela interrupção. É como se eu parasse esse. Viu? Não tem sentido eu interromper uma frase sem terminar. Mas foi isso que fizeram com VM. Tanta coisa ainda pra acontecer, tantos mistérios legais e eletrizantes pra resolver, tantos amassos pra dar, tantas frases sarcásticas, irônicas, inteligentes e legais pra eu anotar, tantas tiradas sensacionais pra me fazer vibrar, e, de repente, acabou. Não vai ter mais. Nunca mais ver a relação super bacana da Veronica com o pai, nunca mais ver a amizade super bacana dela com o Wallace, nunca mais ver a complexa, mas super bacana dela com o Weevil. Isso me dá uma tristeza do caramba. Uma sensação de a maior injustiça já cometida em séries ever. E não consigo me conformar. Vou reclamar disso pelos próximos 10 anos da minha vida. Me vem à lembrança exatamente a mesma sensação que eu tive quando a Globo parou de passar Barrados no baile (não é comparando as séries, pelamor. É o sentimento). Eu lembro direitinho de como o coração ficou apertado e a respiração suspensa. E aquele sentimento de perda, de frustração ("como assim, eu nunca mais vou ver o Dylan Mckay?!!?!???"). E agora o sentimento é o mesmo. Menos desesperado, afinal, eu não tenho mais 13 anos, mas... como assim, eu nunca mais vou ver o Logan Echolls?!?!?!???????

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Aliás, quem me apresentou Veronica Mars, foi ela. E agora, por causa dela, eu comecei a baixar How I met your mother. Ela é minha guru de séries.

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Eu sempre aprendi com minha mãe a descomplicar as coisas. Ou melhor, a não complicar. Por que as pessoas gostam de complicar, é fato. Elas realmente criam uma tempestade com um mísero copinho plástico de água. O problema é um alfinete e elas já enxergam um prego e martelam o próprio prego no pé. É impressionante. Como várias, várias, várias coisas sem a mínima necessidade de desespero pra resolver, se tornam uma catástrofe na vida de alguns. E eu vejo que é a grande maioria. Acho que elas simplesmente não conseguem enxergar os problemas como realmente são: pequenos. Solúveis. Talvez no fundo elas precisem de algo com o que se descabelar. Sei lá, vai ver um problema imenso lhes dá algum sentido na vida, alguma razão pra viver. Eu queria enfiar isso na cabeça delas, mas não dá. Que a gente cria uma bola de neve aonde o sol brilha o tempo todo.

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Sabe aquilo que eu escrevi ali embaixo sobre o novo cd do Maroon 5? Esquece. Eu sou uma idiota. O cd é maravilhoso. TODO. Já era. Já viciei. E Maroon 5 é a melhor coisa que existe para os meus ouvidos pelos próximos 90 dias, no mínimo. E eu quero um Adam Levine pra mim, mesmo com esse novo visual olha-mamãe-sou-quase-um-moicano.

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Ah, e a Miss Brasil, hein? Que pena! Achei a maior injustiça aquele resultado. Pra começo de conversa, eu não levei fé na moça a princípio. Mas ontem quando sem querer coloquei na TNT e vi que ela estava entre as 5 (fracas) finalistas, vibrei, né? Achei que já era dela o posto. Por que as outras eram muito fracas. Daí já tava dando como vitória ganha. E me preparando pra gritar de emoção junto com ela, no melhor estilo Little Miss Sunshine. Daí vem o balde de água fria. Hãn? Como assim? Miss Japão??? Ah, fala sério. Ridículo o resultado. Japão não era mais bonita do que a Brasil nem aqui e nem na China (dã!). Mas sério mesmo. Injustiça. Meu senso de justiça anda muito apurado ultimamente. Mas que dessa vez, a Brasil merecia, isso merecia. Esse Miss Universo é uma furada.

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Vem cá, alguém realmente se anima a votar no Cristo Redentor como uma das 7 novas maravilhas do mundo, sabendo que é muito mais fácil você ser assaltado no meio do percurso até lá do que achar um turista em Copacabana?

segunda-feira, maio 28, 2007

Só pra constar... (ou * momento adolescente mode on *)

Eu sonhei com Lost. Sonhei. Que o Ben me sequestrava e o Jack, junto com a Danielle, e toda a turma, me resgatavam. E nós (por que a essa altura eu já estava incluída no grupo do bem, claro) tomávamos o "quartel-general" deles e explodíamos um avião com eles dentro! E (sorry, Fer!) eu picava o Locke em pedacinhos, por que, sim, ele fazia parte dos outros. E como o meu sonho era uma pequena mistura de Lost com Heroes, os outros tinham poderes. E o Locke podia se regenerar. Daí eu o piquei tanto, que sinceramente, era difícil dele se regenerar ali. Mas o melhor, o m-e-l-h-o-r do sonho era que, da licença, mas... eu namorava o Sawyer. E ele me protegia. E ele me dava aquelas olhadas de derreter iceberg. E segurava a minha mão o tempo todo. E o resto eu não posso contar aqui, é impróprio para menores. Então, da licença de novo, mas eu não posso resistir. * sigh *





sexta-feira, maio 25, 2007

Não posso nem acessar os meus sites preferidos, pra não correr o risco de ler algum spoiler sobre o final de temporada de Lost. Ontem assisti a primeira parte. E estou aqui abrindo o shareazaa a cada 2 minutos, pra ver a quantas anda o download da segunda parte. Isso não se faz com um ser humano, né? É muita ansiedade e muito nervoso pra uma pessoa só, oh Lord.


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Ouvi o novo cd do Maroon 5, que é muito bom. Mas eles mudaram, né? E eu pergunto: pra quê?. Por que mudanças são boas, B. Por que mudar é saudável, mudar é evoluir, crescer. Né? É. Mas eu não gosto de mudanças. Muito menos mudanças radicais. E o Maroon já começou a mudança radical pelo visual. Que me fez levar um susto ("Cadê o Adam Levine? Cadê o Maroon 5? Esses aí não são eles! Não são eles!!!"). Um misto de Beatles, punks e mais alguma coisa que eu não consegui identificar. A banda usando cabelos compridos e o Adam com um cabelo quase emo, só faltando a franjinha (ok, exagerei, reconheço). Mas resumindo, um susto. Não reconheci a minha banda ali, se é que alguém me entende. Mas enfim, não é a aparência que dita a qualidade da banda, aparência não diz nada e blablabla, então engoli o meu baque e ouvi a música, com muita boa vontade e com um desejo desesperado de que ela fosse boa. E era. Mas não tão boa quanto as do cd anterior. Mas ok, era a primeira, primeiríssima vez que eu ouvia, e é bem difícil você gostar de alguma musica quando ouvida da primeira vez. Apesar de que o Songs about Jane foi amor à primeira vista, mas tudo bem. E ainda mais com o ma-ra-vi-lho-so show Maroon 5 Live: Friday The 13th ainda fresquinho na sua memória. Bem, mas ok. Então, após assistir a apresentação ao vivo, eu fui ouvir o cd. Que, à primeira ouvida, é bom. À segunda, é bem bom. À terceira, é "nossa, mas que cd bom!". Eles mudaram? Mudaram. Segundo palavras do próprio Adam, eles fizeram um cd mais "dançante", sabe-se lá o porquê. Eu amava aquele estilo rock-pop-swingado, "this-love-has-taken", e tal. Amava, amava, amava. As novas dançantes são boas. São muito boas. Mas, ao menos por enquanto, pra mim, são, digamos, dispensáveis. Eu as trocaria sem culpa por todas do cd anterior. Mas ainda assim é bom. E as baladinhas, ah, as baladinhas. Essas são LINDAS. LINDAS. Páreo duro com as de Songs about Jane. Mas olha, eu vou sempre ser grata à Jane por ter aparecido na vida do Adam e tê-lo levado a fazer um cd tão bom como Songs about Jane. Acho que justamente por ter sido um cd feito tão descompromissado, tão sincero, tão impulsivo e tão natural, é que ficou tão bom. Mas já foi, passou, e agora o que eles fazem é "musica dançante". É diferente, e eu não gosto de mudanças, mas é bom. E vale a pena ouvir.


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Poucas coisas me dão mais asco do que uma pessoa covarde. Covarde no sentido, digamos, amplo da palavra. Uma pessoa de atitudes covardes. De palavras covardes. Uma pessoa que não sustenta o que fala. Que não assume os erros. Que faz e não banca as consequencias. Que se esconde. Que é incapaz de enxergar a si próprio. É triste, irritante, e absolutamente insuportável conviver com alguém assim.


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Detesto terminar posts bruscamente, mas...

quinta-feira, maio 24, 2007

Só pra registrar...

... então a nova moda é invalidar gols válidos e importantes do Botafogo, né? Então tá.

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... tá rolando por aí uma versão de Open your eyes muito boa. Eles tiram só a melhor parte da música, quando ela cresce. Good job!

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... um friozinho muito bom de não sei quantos graus rolando aqui no Rio, um pote duplo de Nutella me esperando em casa e o último episódio da temporada de Lost pra assistir. Uma sexta feira perfeita.

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... Rolou no final do ultimo episódio de Grey's Anatomy uma música linda, linda, linda, chamada "Keep breathing", de Ingrid Michaelson, que foi feita especialmente pra série e portanto só vai ser lançada oficialmente em setembro, quando sair a trilha da 3ª temporada. Por isso, essa música é bem difícil de achar. Mas alguma alma caridosa conseguiu a música e disponibilizou pra nós, meros mortais dependentes de músicas lindas de seriado. Tá aqui ó. Vale muito a pena.

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... e por hoje é só, pessoal. ;o)

terça-feira, maio 08, 2007

Desde que.. ela não foi mais a mesma. Desde que várias coisas. Desde que cortaram a luz. Desde que ela perdeu o sossego pra escrever. Desde que foi traída. Desde que levou uma facada. Uma, duas, três, perdeu a conta. Desde que foi abandonada. Desde que se sentiu só. Desde que olhou ao redor e não havia. Desde que ela achou que era. Desde que ela descobriu que não. Desde que ela prometeu. Desde que ela esqueceu. Desde que ela arrumou aquele emprego aonde se sentia presa e tolhida. Desde que ela nunca teve coragem. Desde que a asa quebrou. Desde que a esperança voôu, com asa quebrada e tudo. Desde que ele. Desde que sem ele. Desde que ela perdeu. Desde que não se achou mais. Desde que ficou doente. Desde que ouviu a musica. Desde que desistiu. Desde que. Ela não foi mais.
hmm... tem alguém aí?

domingo, abril 22, 2007


"All the shows have been amazing so far. The fans in South America are outrageously generous, loud and welcoming. The second night in Saö Paulo was especially raucous and celebratory. We'll be sorry when this tour is over, but we're already talking about when we can come back."

Tim (o tecladista/pianista mais-lindo-do-mundo), no site (oficial) do grupo.


Eu quase fiz um strip involuntário no show (uma menina conseguiu arrebentar as duas alças da minha blusa e rasgar uma parte da frente), levei uma cotovelada no pescoço antes mesmo do show começar e vários tripés estavam na minha frente, mas, sem sombra de dúvida, esse show foi inesquecível e maravilhoso do início ao fim. Eu tinha vontade de abraçar todo mundo, porque, vou te dizer, como eu me ORGULHEI daquele povo. Me orgulhei TANTO dos fãs do Keane, tanto, tanto, tanto. Todos em um mesmo propósito, todos com o mesmo objetivo: tornar o show também inesquecível pros caras da banda, cantando todas as músicas, bem alto, com toda a força dos pulmões, com toda a energia que tinham, sem deixar a peteca cair uma vez sequer. Não éramos muitos se comparados a São Paulo, mas, nossa, eu acho que isso nem fez diferença, porque as vozes juntas cantando parecia um trovão. E ver o espanto e a alegria do grupo com isso, u-au, não tem preço MESMO. Inesquecível, fantástico, perfeito. PERFEITO. Pra PERFEITO não tem mais adjetivo que sirva, né? Já tá tudo incluído. Imagina um show perfeito aí. Imaginou? Pois esse foi muito, muito melhor. Algo além mesmo de qualquer coisa que se consiga imaginar.

(As fotos são daqui, onde também tem uma crítica muito bacana.)

sábado, abril 21, 2007

Somewhere only we know @ Keane - Rio de Janeiro

"So tell me wheeeeeen you're gonna let me in. I'm getting tired and I need somewhere to begiiiiiinnnn"

Cara... não dá, né? CLARO q eu chorei nessa musica. CLARO q eu não consigo tirar o show da mente. CLARO que eu não consigo mais parar de ouvir Keane. CLARO que não tem platéia mais linda e mais tudo. CLARO que a energia que rolou com essa galera foi fantástica. CLARO que eu nunca vi um show como esse, onde TODO MUNDO cantou TODAS as musicas, no mesmo pique, do início ao fim e sem um pingo MESMO de exagero meu. CLARO que esse foi um dos melhores shows da minha vida, ever. CLARO, CLARO, CLARO que eu vou falar disso nos próximos meses, até eles voltarem, como prometeram.

sexta-feira, abril 20, 2007

Porque hoje eu não consigo pensar em mais NADA!

Pense numa pessoa que não anda, pula! Flutua!
Pense numa pessoa que não fala, berra!
Pense numa pessoa que não senta, se sacode!
Pense numa pessoa que já tá chorando HORAS antes do show!

aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!

"I hope all my days
Will be lit by your face
I hope all the years
Will hold tight our promises

I don't wanna be old and sleep alone
An empty house is not a home
I don't wanna be old and feel afraid"




"I need a place
that's hidden in the deep
Where lonely angels sing you to your sleep
The modern world is broken

I need a place
Where I can make my bed
A lover's lap where
I can lay my head
Cos now the room is spinning
The day is beggining"

quarta-feira, abril 18, 2007

As pessoas às vezes não sabem quando parar, né? É chato isso. Incomoda mesmo. Porque cada um tinha que ter um simancol atualizado automaticamente e acionado na hora certa. Não dá. Porque tem horas em que eu não quero sorrir, eu não quero brincar, eu não quero conversa fiada, eu não quero nada. Só quero ficar quietinha no meu canto, eu e eu mesma. E as pessoas não percebem isso. Perceber, até percebem, mas ignoram solenemente. Acham que todos os dias você tem que estar bem, que todos os dias você deve responder às brincadeiras, e ser paciente, e sorrir. E não é assim, eu não sou assim. Se eu não estou bem, eu não estou bem, e não adianta vir brincar comigo porque eu vou perder a paciência. Dane-se. E ainda fico com mais raiva ainda, porque acho um absurdo você não perceber a outra pessoa. Você ignorar o olhar triste e o "bom dia" arrastado. Você agir como se tudo estivesse bem, quando visivelmente não está. Há de se agir de acordo com cada situação. Eu convivo com toupeiras. Meu Deus, vou acabar fazendo buracos no solo.

quarta-feira, abril 11, 2007

"Quando a noite vem
Fico louco pra dormir
Só pra ter você nos meus sonhos
Me falando coisas de amor

Sinto que me perco no tempo,
Debaixo do meu cobertor

Eu faria tudo pra não te perder assim...
Mas o dia vem, e deixo você ir..."



(não sei se é impressão só minha, mas a Ivete canta essa parte "e deixo você ir" de um jeito tão dolorido, que me dá vontade de chorar)
Um dos meus maiores problemas, e que só agora eu fui perceber: a ansiedade. Não sei quando isso começou, só sei que tem que parar. Porque além de não adiantar, atrasa. Porque eu fico querendo abraçar o mundo com as pernas, e aí dá cãimbra. Então, B., um passo de cada vez. Inspira, expira, 1,2,3, ooooooooooommmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm.

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"Não se preocupe com o que temos, e sim com o que somos.
Porque o que temos, perdemos. E o que somos, sempre seremos
."

Li isso na camisa de uma pessoa na rua e achei tão legal que até decorei.

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Olha, eu sou botafoguense. Mas eu gosto do Romário desde criancinha, quando eu ainda era vascaína, hahaha. Então dá pra deixarem o Romário fazer logo esse milésimo gol? Hum? Plis? Ô gente implicante!

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Então o governador quer colocar o Exército nas ruas. E uns sem noção da vida não concordam, porque acham que o problema da violência não se resolve assim, e sim com inteligência, investigação e bla. Ainda teve um que veio com "a solução seria uma política de aperfeiçoamento da Polícia e uma reforma no sistema penal"!!! Ele quer o problema resolvido em qual século? E é por isso que até hoje a gente tá do jeito que tá, só piorando. Porque essa gente que espera a melhor maneira pra resolver alguma coisa, acaba não resolvendo nada, nunca. Porque pode ser a melhor solução sim, só que simplesmente não é prática. Todo mundo tem sempre a solução na ponta da língua, mas fazer, que é bom, cadê? Precisamos de uma medida pra ontem. Chegamos num ponto em que não podemos nos dar ao luxo de esperar mais. E já esperamos tempo demais por isso. Pode não ser a solução, mas é um passo pra melhora. Então, Exército nas ruas sim!

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"Quando se despediram, Beauvoir disse o quanto achara bom o fato de terem conseguido conservar a amizade. "Não é amizade", retrucou Algren. "Eu nunca poderia lhe dar menos que amor".

(Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre: Tête-à-tête - Hazel Rowley)

segunda-feira, abril 09, 2007

Você sabe que realmente não está muito bem quando:

- A geladeira tá entupida de ovos de Páscoa e você não abriu nenhum ainda, em plena Segunda feira pós Domingo de Páscoa

- Você acorda às 5:45 em pleno Domingo, não consegue voltar a dormir e começa a arrumar as gavetas às 6 da manhã.

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A verdade é que a vida inteira eu sempre quis que alguém me cuidasse. Porque no final da história, eu sempre tive que cuidar sozinha de mim. E do outro. Eu sempre tive que ser o meu próprio apoio e apoiar o outro. Eu sempre tive que segurar as minhas barras e as barras do outro. E é por isso que hoje eu vivo tão cansada. Porque a vida inteira eu procurei por alguém que cuidasse de mim. E nunca encontrei. E era só isso. Um momento em que eu pudesse ser o outro. Em que eu pudesse ser cuidada, apoiada, segurada. Um momento em que eu pudesse fechar os olhos e mergulhar, segura quanto à mão que não me permitisse afogar. Só isso que eu procurava. E hoje a situação é que eu não consigo mais cuidar nem de mim, que dirá do outro. Eu não consigo nem me manter em pé, que dirá ao outro. Então eu cansei mais um pouco. Cada dia mais um pouquinho. Então não me peça pra cuidar de nada mais. Eu não posso mais. O que conseguir resistir sozinho, o que sobreviver sem os meus cuidados, é o que vai ficar. Porque eu cansei. Não posso mais, já deu. As energias foram embora. As forças foram embora. Então agora ou me cuidam, ou se vão. Porque eu já estou no meu último suspiro.

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Vai ver é por isso que eu sempre choro com Fix you.

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Porque nem sempre você quer falar, escrever, contar
Porque às vezes você quer ser interpretada, escrita, contada.
Porque às vezes você quer que leiam mais do que suas palavras.
Muitas vezes você quer que leiam seu olhar, seu falar, seus gestos, suas pistas disfarçadas, seus gritos silenciosos, quase mudos.
Muitas vezes você quer que te leiam sem palavras.
E isso tá parecendo que é desejar o quase impossível.

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Então, a pior coisa: perder a confiança em alguém. Porque confiança perdida, não tem muito remédio, é perdida pra sempre. E aí nada mais rola. Você não fica com ódio da pessoa, você não fica com raiva, mágoa, nada. Você simplesmente perdeu a confiança. E tudo se torna tão incompleto. Pela metade. Porque nem dá pra completar, pra fechar. Fica uma pessoa em aberto. Em quem você não pode se aprofundar, porque não adianta, não confia. Mas que é legal o suficiente pra você querer manter ali, no raso mesmo. E olhar com pena. Porque pessoas que desperdiçam a confiança uma vez nela depositadas são dignas de pena, eu acho. Porque não conseguem enxergar a situação, olhar pra si. Não conseguem. É triste, e para os dois lados.

quarta-feira, abril 04, 2007

É, eu acho que estou mal humorada.
Não é que eu esteja mal humorada, são as pessoas que andam muito chatas e insuportáveis ultimamente. Eu atendo o telefone e, ao invés de dizer "bom dia", tenho vontade de perguntar se a pessoa não tem nada melhor pra fazer na vida do que ligar pra cá e atrapalhar o meu serviço*.

* Troca de emails, msn, orkut, baixar seriados, músicas, postar, baixar videos do youtbe e afins. Meu serviço exige muito de mim e eu não tenho tempo pra ficar atendendo o telefone e falar com pessoas idiotas**.

** Pessoas surdas, burras, chatas, inconvenientes, repetitivas, sem noção.
Por que as pessoas se repetem tanto? Será que não percebem?

quarta-feira, março 28, 2007

Hora de almoço, o que você faz? Come e entra numa lan house. Se isso não é vício, o que mais pode ser, né? Ainda consigo pegar o ultimo micro livre na lan. Ainda bem que não estou sozinha no vício. Lan houses deveriam ser mais discretas. Divisória em cada micro. Apesar de que essa paranóia de que alguém fica lendo o que eu escrevo é só minha, acho. Uma vez li em algum lugar: "se você soubesse o quão pouco as pessoas te observam/olham/reparam, você ficaria espantado/deprimido/decepcionado". Não era exatamente isso, mas a idéia era mais ou menos essa. Me espanta o vício das pessoas em orkut e msn. Olho pra direita, esquerda, frente, trás, e todos, absolutamente todos estão no orkut. Não há youtube, ninguém assiste vídeos, ninguém lê notícias, ninguém posta em blogs. Todo mundo só orkuteia. Me deprime. Não gosto dessa obsessão. E então me toco que essa minha paranóia de que alguém me observa na lan existe porque na verdade quem observa os outros sou eu, né? Que não tenho nada pra fazer. E também porque eu gosto de observar o comportamento das pessoas.

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Pergunta de questionário: o que você mudaria em si mesma, se pudesse? Eu queria ser uma pessoa disciplinada. Veja bem que não é mais disciplinada. É disciplinada, porque não sou nem um pouco. E ser disciplinada é tão imprescindível. Pra qualquer coisa. Isso me entristece. Não ser disciplinada. Porque tudo acaba ficando mais difícil, por culpa minha mesmo. Mas ser disciplinada é tãaao chato. Há um outro caminho?

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Pessoas que passeiam pelo meio da calçada, impedindo e atravancando a passagem de todo mundo me irrita muito, já disse isso?

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"Vamos entender este momento. A moça lá sorrindo pro nada e se contorcendo enquanto toma banho e depois do banho tomado ela saltita, graças aos óleos cítricos em seu sabonete líquido. Gente, que óleos cítricos são esses? Nem acompanhada eu tomo banho naquela alegria, senhores publicitários. O menino que exige fazer cocô na casa do amiguinho, bem no horário do meu jantar."

huahuahua! A Fal, né? Só ela.

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Mas eu acho que o tempo em uma lan house sempre corre muito mais rápido do que o do mundo lá fora, e ninguém me tira isso da cabeça. Lan houses tem um tempo próprio.

sexta-feira, março 23, 2007

Mas não é a coisa mais linda?



Estou apaixonada!



Desenhos de Irisz Agocs.

Descobri na dona Ticcia.

Agora difícil é me tirar do flickr dessa moça. Lindo, lindo, lindo!

sexta-feira, março 16, 2007

Não é irônico que uma pessoa fique com vergonha de escrever um post em uma lan? Imaginem, um post. Que será exibido em um blog. Pra todo mundo ler. E eu fico preocupada se não tem alguém lendo por trás de mim enquanto escrevo essas palavras.

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Uma das melhores coisas que eu fiz por mim nessas 2 últimas semanas foi.... baixar a discografia da Mariah no meu mp3. Há quanto tempo não ouvia, uma vez que todos os meus cds originais dela já estão encaixotados esperando pela mudança que nunca vem. E como me faz bem. Como me faz feliz. Traz maravilhosas lembranças de uma ótima fase da minha vida, e a voz da Mariah, não adianta, tem um baita efeito sobre mim. Okay, principalmente os cds mais antigos, eu admito. Mas tinha me esquecido disso. De como ela me equilibra. Me traz coisas boas. Engraçado isso. E não sei se alguém vai conseguir entender a força disso, mas eu sei qual é. Mariah me faz voltar a um ponto seguro. Aos momentos felizes, leves, inocentes e, puxa, sinceros. E é como um ponto de partida. Pra recomeçar.

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Dias conturbados, enrolados, psico e emocionalmente exaustivos. Mente e coração: bombas prestes a explodir. Mas como não quero atingir ou ferir ninguém, então implodo. E morro um pouquinho mais, cada vez. Porque não tenho aonde largar a minha bomba. Procura-se desesperadamente um esquadrão anti-bombas.